idade da inocência

“vamos brincar? não me interessa se chove ou se faz frio, só te quero aqui ao meu lado a brincar.

para mim é para isso que os dias servem, para estarmos juntos e andarmos de um lado para o outro. adormecer debaixo de uma árvore. aproveitar. desfrutar do tempo.

vamos brincar?  correr sem limites até que nos seja impossível respirar. não interessa ao que estamos a brincar, interessa apenas estarmos juntos. não interessa quem ganha, quem apanha quem. só estarmos juntos. apreciar o tempo. não usar o tempo para nada a não ser para brincar. esse é o centro da minha vida, não percebo como nem sempre é o teu. pareces-me tão diferente quando brincas comigo do que quando andas com aqueles pés estranhos que te fazem mais alta e andar agitada.

vamos brincar? como não queres? que coisa mais importante e essencial podes ter para fazer? sempre foste assim?

mas porque passas os dias todos de um lado para o outro? o que te move? não te percebo, mas também não me interessa muito pensar sobre isso.

então? vamos brincar ou não? anda! anda!”

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